Fazenda Silvério é reconhecida como Comunidade Quilombola

Agora é oficial: a Fundação Cultural Palmares, órgão do Ministério da Cultura, em certidão assinada em 29 de junho de 2018, reconhece a Comunidade Fazenda Silvério, no bairro de Pedra Branca, como remanescente dos quilombos. A certificação é resultado de uma extensa pesquisa de documentos e coleta de depoimentos que teve início em 2013 sob a coordenação do vereador José Roberto Cogo, secretário municipal de Agricultura à época, em parceria com a Coafai, representada por seu presidente José Roberto Ferraz, o Tigrinho, e pelo gerente Theunis Ângelo Groenwold.
A HISTÓRIA
Quilombos eram comunidades formadas por escravos fugidos das fazendas. Esses lugares se transformaram em centros de resistências dos escravos negros que escapavam do trabalho forçado.
Muitos desses locais se mantiveram até hoje, seus moradores se fixaram em definitivo na região e passaram a ser chamados de remanescentes das comunidades de quilombos. A Comunidade Fazenda Silvério, composta por 10 famílias e cerca de 80 pessoas, é uma delas. Estima-se que o primeiro Silvério – José Silvério Martins – chegou à região por volta de 1840, para trabalhar em uma fazenda num local chamado Laranja Azeda, no atual município de Riversul.
BENEFÍCIOS À COMUNIDADE
Ser uma comunidade quilombola garante aos seus membros benefícios relacionados à regularização fundiária, prioridades em obras de infraestrutura na área da saúde, educação e assistência social.
Recebe também um apoio diferenciado para inclusão produtiva e autonomia econômica, além de ajuda para o resgate de sua cultura e valorização de seus direitos como cidadãos afrodescendentes.

Publicado em 26/7/2018